O Bruxo e a Feiticeira
Era noite de lua novaE ele gritava como louco
Bagunçando e embaraçando seus negros cabelos longos
Em seus dedos magros e longos, seus cachos de insanidade ondulavam
Ele rangia os dentes e uivava como um animal
Sons desumanos, barulho de correntes
Os olhos do Bruxo se tornavam em vermelho escarlate
Eram os demônios que acordavam, tentando tomar conta de seu corpo
A Feiticeira o amarrava com pesadas correntes de aço negro
Desnudos sob a lua vermelha
O demônio clamava por sangue inocente e os ossos do Bruxo queimavam dentro de seu corpo
Sua carne ardia em desespero, e a Feiticeira acariciava seus tentáculos, na tentativa de que o prazer aliviasse a dor.
Seus dentes afiados rasgavam seus lábios, e as carnes dos fartos seios que se esfregavam em seu rosto
Corpo que se contorcia como um retrato da loucura, olhos vermelhos que reviravam para todas as direções
E a Feiticeira sussurrava feitiços e canções antigas em seu ouvido
Pentagrama em seu peito, feito com seu sangue negro
Agulhas, laminas e facas
Orifícios que se preenchem com tubos e estacas
Carnes magras e pálidas que imploravam por dor e tortura
Morte de si mesmo e de tudo a sua volta, Deus que implorava pela punição
Era a noite dos demônios, e alguém precisava expurga-los
Era noite de lua cheia
E ela gritava como louca
Seus cabelos de prata caiam sobre o suor de sua face, cobrindo-a
Sua pele leitosa refletia a lua do luar
Ela arranhava a própria carne e gemia como um animal
Sons desumanos, estalos de chicote
Os olhos da Feiticeira se tornavam dourados como o do lobo
Era o fogo que ardia em seu interior, tomando conta de seu corpo
O Bruxo implorava pelo sangue que escorria nas coxas grossas
Escarlate metalizado, com sabor de vinho e sacrifício
E com sua negra língua reptiliana ele buscava fundo a fonte do sangue
Bebia como quem bebe da fonte, o sangue da feminilidade, ciclo lunar, gosto de mulher
As carnes pulsavam em desespero, e o Bruxo as mordiam para que o prazer aliviasse a dor
E ele implorava pela carne, como queria devora-la
Mas não agora, salvasse-as para o ultimo dia de sua vida
Agora ele as penetraria, esvaziaria de toda santidade
Violação gloriosa, chicotes e cordas para conter a besta
E a Feiticeira urrava desumanamente o nome de seu carrasco
Implorando pela satisfação do desejo, pelos sucos do desejo escorrendo em sua face
Alicates, arames, eletrochoque
E os corpos se contorciam, queimando no inferno de sua luxuria
"Arderá hoje nosso desejo, até que viremos cinzas
E amanhã, retornaremos em Fênix"
Carnes fartas e macias que imploravam por amor e doçura
Abraço fatal, mordidas de lobisomem, picada de centopeia
Parto de si e de tudo a sua volta, Deusa que implorava pela redenção
Era a noite das feras, e alguém precisava doma-las
Parabens pelo poema, excelente
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